14.5.06

Elizabethtown

Sábado à noite, véspera do dia das mães. Chego em casa, decido alugar um filminho bom, mas pra variar tudo o que existia de minimamente decente na locadora já tinha ido. Aí peguei Elizabethtown. Eu vi algumas cenas enquanto estava no navio, em janeiro, mas depois desencanei.

Razoável. A Kirsten Dunst estava bem, como sempre. O Orlando Bloom... bem, digamos que a única coisa incrível sobre ele era o relógio que ele usou. Deus ajude o menino e lhe pague algumas aulas de interpretação.

E o que fez o filme mencionável? Duas coisas: em um ponto, ele (Orlando Bloom) entra em uma roadtrip pelo sul dos EUA. Sai do Kentucky e passa pelo Tennessee, Misouri, Oklahoma, Kansas... Uma das viagens que eu amaria fazer. Aliás, eu tenho uma coisa com viajar de carro nos EUA. Me fascina. A vida pequena que as pessoas levam, ver o interior, os hábitos simples, chegar mais perto da massa de um país que é incompreendido em tantas questões, especialmente nos últimos anos. Lá vou eu e a minha apologia... Mas não é só isso. Eu gosto. Tenho uma amiga no Texas que diz que eu não sou cosmopolita. Que um dia eu vou me encontrar e tirar fotos de vestido florido, botas e tranças em cima de algum trator e vou dizer, Hi, y'all!!!! :-) E há momentos em que eu penso a respeito. Lógico que não podemos levar tudo a ferro e a fogo, lógico que eu não conseguiria viver sem as benesses da vida cosmopolita, os confortos aos quais me acostumei. Mas essa coisa metrópole que te engole a alma, que leva tanto de você e não traz nada, que te exaure até a última gota, rouba a tua juventude e muitas vezes a tua alegria e te deixa com pouco mais que o amargor, tão grande - essa coisa tem que ter uma data de validade. Ela funciona por algum tempo, claro. Mas não pra sempre. Resta saber quando parar. Por quanto tempo expor a sua alma a coisas muitas vezes ingratas...

Outra foi a trilha.... Muito folk, muita música antiga, uma delícia... Algumas frases tiradas do roteiro também valem a pena. Frases bobas, mas que fazem sentido. Eu e as minhas frases tiradas dos lugares mais inusitados... Do tipo: "sadness is easier, because it's surrender" ou "you have 5 minutes to wallow in the delicious misery: enjoy it, embrace it, discard it and proceed".

Depois pessoas delícias me ligaram. Vááárias, em vários níveis...
Gostoso.
Bezatau.

5.5.06

Closer, but only more distant

Acabo de ver Closer novamente. Tenho feito pausas para filme em meio aos meus trabalhos. è uma forma de fazer minha mente conseguir ir além do: No menu X, clique em Y, ou coisa que o valha.

Quando esse filme foi lançado, eu não consegui vê-lo. Tinha coisa demais em comum entre a realidade e a ficção e eu não estava preparada. Depois de mutio tempo, decidi que era hora de enfrentar. Chorei, me vi em várias daquelas situações, yada, yada, yada.

Hoje vi de novo. Claro que a surpresa não existia mais. Minha surpresa, entretanto, foi ver que toda a emoção também não estava mais lá. Ainda presente estava uma parte daquele sentimento, uma parte da mágoa, coisas que somos humanos demais para esquecer. Talvez aquela pocinha de lama que a gente insiste em manter próxima, mencionada no post de ontem, para que não deixemos que nossa luz brilhe demais... ou talvez uma parte daquela culpa que nunca vai se esvair e com a qual eu terei que aprender a viver. A parte da culpa que realmente me pertence, que não é fruto do momento, da conjuntura. Que é só minha. Do meu caráter, da minha falta de coragem, das coisas negras que existem em mim. Porque todo mundo as tem. resta saber viver com elas de forma adulta e não deixar que elas estraguem um futuro lindo que pode surgir na nossa frente.

4.5.06

What is your deepest fear?

"Our deepest fear is not that we are inadequate. Our deepest fear is that we are powerful beyond measure. It is our light, not our darkness that frightens us. ... Your playing small does not serve the world. There is nothing enlightened about shrinking so taht other people won't feel insecure around you. We are all meant to shine, like children do. And as we let our own light shine, we unconsciously give other people permission to do the same. As we're liberated from our own fear, our presence automatically liberates others. " (Marianne Williamson)

Acho que uma das maiores lutas que travamos é conosco. A luta de tentarmos nos superar, de sentirmos os pés afundados na lama até os joelhos, mas acharmos que assim é melhor, porque nos igualamos à massa. E permanecemos medíocres toda a vida. Esconder-se atrás de desculpas, de pequenas coisas não leva ninguém a lugar nenhum. Já diria Fernando Pessoa que para ser grande, sê inteiro. Nem que seja para fazer algo pequeno aos olhos dos outros. Mas ser feliz. Porque é por isso que a gente vive. Um dia feliz é um dia a mais. Chega de choro, como já diria a Johnson!

E um beijo pra minha mãe, pro meu pai e pra você.
Eba!

Butterflies...

Ai, ai...

13.4.06

Vomitinha da estrela

Eu fico um tempão sem escrever e de repente saio vomitando um monte de coisa no mesmo dia. Esse é meu terceiro post de hoje. Benzadeus.

Páscoa no Planalto Central

Amanhã vou pra Brasólia passar a Páscoa e ver a Dona Neidoca. Mamãezinha tão querida que me faz ir complulsoriamente pra Brasília, liga e fala pra eu passar no balcão da gol que a passagem já tá comprada. E acrescenta: traz bastante roupa, viu? Assim você pode ficar quanto tempo quiser. Gente, será que ofende falar que quero ficar só 6 horas?
Don't get me wrong, minha mãe é uma pessoa incrível, até quando ela é incrivelmente malvada. Control freak... (não sei a quem puxei...) mas eu me coloco no lugar dela e fico tentando imaginar como eu me comportaria se tivesse uma filha que é uma "perdida, coitada" (ta-daaaaaa). A COI-TA-DI-NHA trabalha quando quer, não tem que aguentar chefe cafungando no pescoço, cara feia de manhã, passa o dia sem sapato se quiser (sapato é melhor, né), pode faltar ao trabalho e não precisa justificar... e ainda consegue viver bem (sim, sim... aos trancos e barrancos, devendo aqui e ali pro banco, mas quem não deve?) Agora alguém me responde por que diabos eu teria que correr atrás de um emprego imbecil das 9 às 5 e me contentar com menos? E eu ainda escuto que eu consegui chegar ao ócio criativo do Domenico-Fucking-Masi. Ócio é a vó. Eu sou especializada pacas e consigo gerenciar bem o meu tempo. Calma, Kimi, amanhã, vôo às 9:50 pra Brasília. E muito amor pra madresita. Com ovo de paca mole, no calor dos infernos.

Vai, mija fora do penico pra você ver....

Gentemmmmmm!!!
A Kaori e o Jorge acharam o meu blog! Como assimmmmmm???
O que esse povo faz pra encontrar essas coisas? Tem que ser amigo que conta, não é possível. Isso só reforça a minha teoria de que a gente não pode fazer xixi (porque eu já usei mija lá em cima, pra chocar) fora do penico mesmo. E depois tem gente que coloca o dedo na minha cara e me chama de uptight. Vai não ser uptight pra você ver.... e pelo menos eu sou up e tight ;-)

15.3.06

Como já diria o Rappa...

...Sim, eu estou tão cansado...

Essa espera incessante me frustra. Don't get me wrong, seria ótimo fechar esses contratos de uma vez, mas receber propostas, quase fechá-las e depois ficar eternamente esperando chegar um contrato ou outro faz com que qualquer mulher elegante perca a compostura. Você não dorme direito, fica escravo do olhar os seus e-mails a cada 3 minutos, o que no meu caso representa umas 120 olhadas ao longo do dia (e 120 afirmações mentais de: "meu, ainda nada..."). Estou mais feliz do que jamais estive profissionalmente. Meu trabalho está bombando aqui, não posso reclamar, tenho recebido várias propostas fora, com o único impedimento do bendito greencard. Seria ótimo ir, seria muito bom também ficar. Como todos os humanos, tenho unfinished business. Ia ser incrível poder fazer algumas coisas aqui que eu tenho querido por anos e finalmente vejo uma janela de oportunidade para se concretizarem. Mas que é fogo receber a proposta de trabalho dos seus sonhos e infelizmente ter que dizer "nos falamos na próxima oportunidade" porque a diaba da empresa exige mas não te ajuda a conseguir um work permit, é fogo!
E nesse meio tempo aqui estou eu, sem carro, pensando no que vou fazer da vida se fechar os contratos (isso é que é o pior, são vários e ficam todos em hold por um ou outro motivo), porque se não fechar eu mais ou menos sei...

...mas com o saco cheio...

2.3.06

Insônia

Estou me sentindo como o Al Pacino no filme Insônia. No filme, ele vai pro alasca ou algo que o valha e devido à longitude, o dia é infinito. Sempre há luz, nao há noite por alguns meses. O pobre coitado não consegue pregar o olho e fica dias como um zumbi. Não dormi no avião anteontem, cheguei, passei a primeira noite no Brasil em claro, dormi uma hora e meia pela manhã e estou acordada até agora. São 2 e meia da manhã. Ja estou sentindo uma dor de cabeça constante, que indica que meu corpo precisa de tranquilidade, repouso e um pouco de paz. Vamos ver se consigo dormir.

Hoje almocei com o Ricardo, depois a Nora me ligou e fui para a casa dela, onde fiquei até agora, junto com a Tata, Maíra e Mari, João. Saudades dos amigos queridos. Muitas saudades. Isso vai ser complicado.

Mas também vai ser bom.

1.3.06

Vergonhinha

Mais de mês sem escrever. Que vergonha. Pelo menos eu tenho desculpa. Viajei, primeiro pra curtir, mas também pra tentar obter uma nova perspectiva sobre as coisas. E sabe do que mais? Foi incrível. Vi um novo mundo sob vários aspectos, o mesmo mundinho lazarento sob outros e que nao importa o que aconteça, a inércia é uma praga que tenta nos manter na mesma sempre.

Ainda estou cansada e com um jetlag desgraçado. O que faz com que o meu nível de inspiração despenque.

Boa noite, Mary Ann.